:: O Diário Inexistente ::

Sabe aquelas idéias que você nunca escreveu, que ficam rodando na sua cabeça, em estantes imaginárias... histórias que não aconteceram, escritas por pessoas invisíveis em lugares que desconhecidos? Ou então histórias que acontecem de repente, porque de repente é o melhor tempo do mundo, é mágico e matemático, e se bobear você nem percebe e deixa ela passar?

Eu resolvi escrever as minhas aqui...
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:: 11/20/2006 ::

Vivir... Con el alma aferrada a un dulce recuerdo que lloro otra vez...

Ontem fui ver Volver, do Almodóvar.

Sou fã de Almodóvar sim. Sou discípulo, seguidor, defensor, fico embasbacado como é que ele consegue me dar uma catarse sensorial cada vez que eu assisto a um filme dele. É uma overdose que me levanta do pior dos estados, que nem ontem, que eu tentei trabalhar num prédio de frente para a Praia de Botafogo sem ar condicionado no domingo e quase assei, e saí de lá querendo ser a orca da Marcha dos Pinguins e matar todas as coisas lindas, belas, puras e fofas. Queria sangue. E ganhei Volver.

Gostar de Almodóvar e gostar de Tarantino é meio que unanimidade. É que nem NÃO gostar de Roberto Benini. Almodóvar e Tarantino usam a dinâmica da estética para dar uma nova linguagem ao roteiro. Almodóvar e Tarantino usam a linguagem da dinâmica para dar uma nova estética ao roteiro. Almodóvar e Tarantino usam a dinâmica do roteiro para dar uma nova linguagem à estética. E vai lá, combinação das quatro palavras duas a duas, que sempre vai fazer sentido. Mas é lugar comum. Todo mundo ama.

Mas eu gosto de Almodóvar também como quem gosta de Manuel de Oliveira, e aí a torcida do Flamengo torce o nariz. Ainda vou postar o raio do diálogo d' Um Filme Falado, aqui, e se eu for preso por ter rompido algum copyright, morrerei feliz em cárcere por ter levado isso aos outros com mais calma. O Almodóvar consegue te levar, a cada segundo, no limiar da sensação do sublime, e aí eu tô falando do sublime mesmo, uma coisa Schoppenhauer, uma coisa Kant.

Tudo no universo do Almodóvar é profundamente banal, profundamente comum e está no meio de nós, amém. É desejo, é culpa, é inveja, é pulsão, é a brutalidade, é a sensibilidade. Não tem nada absolutamente fora do comum, mas os filmes dele conseguem jogar tudo na tela, ao mesmo tempo e agora, de uma forma que você se liberta de tudo aquilo que você tem em comum com aquela trama, e simplesmente aprecia. E é exatamente o processo que o Schoppenhauer define que a arte serve como ponte para levar o ser humano pra chamada "contemplação desinteressada" - e você consegue penetrar numa profundidade do filme que vai além da sua (sua, minha, nossa) dor e transtornos pessoais. Todo mundo já ficou escravo do tesão numa noite da vida e já entrou numa mega bad trip por causa disso, mas você vê Labirinto de Paixões e você saca. Todo mundo já sentiu que a vida tava indo pro buraco, mas os que viram O Que Eu Fiz Para Merecer Isso conseguem sair daquilo ainda meio tontos. Todo mundo aqui tem issues com mãe, mas Tudo Sobre Minha Mãe é lírico até rodarem os créditos. Todo mundo acha que ama de menos ou sofre demais, mas ninguém consegue resistir a achar A Flor do Meu Segredo uma das coisas mais absurdamente poéticas e sublimes que já se viu... É tudo uma experiência muito, muito maior do que você...

Assistir a Almodóvar é uma experiência de catarse e contemplação... já dizia o urubulino do Schoppenhauer, "a arte atenua os males da vida ao nos mostrar o eterno e o universal por detrás do transitório e do universal." Algo define melhor Almodóvar?

Entrei nessa onda filosófica porque Volver pra mim foi tão fantástico, tão fantástico, que me lembrou uma discussão que eu tive sobre BELO e SUBLIME, e a diferença entre filmes BELOS e SUBLIMES. E como outro dia eu vi Little Miss Sunshine e adorei, precisei ver Volver pra sacar a diferença entre um filme BELO (Little Miss Sunshine) e SUBLIME (Volver). Tudo bem, ainda prefiro o sublime d'A Flor do Meu Segredo , mas sim, Volver é sublime.

O belo é aquilo que agrada e é finito, está nos limites da razão humana, e você sai dali achando que é belo. O belo dá um sorriso nos lábios, você sai a fim de fumar um cigarro, tomar um café e encontrar gente que concordou como o filme é legal e até elaborar um pouco. Mas não te cutuca no teu âmago não. É meio como se você tivesse captado aonde o diretor queria que você chegasse, e você saísse com a idéia de que chegou. É sentimento, mas é intelecto ainda.

O sublime não. O sublime assusta. Kant dizia que estar diante de algo sublime te provoca uma desarmonia em relação às "faculdades", pois o sublime assombra, é terrificante e de uma beleza magnífica e absolutamente grande. O dia é BELO, a noite é SUBLIME. O sublime surge de uma tensão entre imaginação e razão gerando uma relação conflituosa da imaginação com a razão. E você sai em silêncio, só consegue falar ou um "caralho..." ou então nem isso... são cenas que te cutucam a alma, é você sair do cinema ainda com o climax em você. Schoppenhauer dizia que contemplar o sublime é a única forma de esquecer da dor, e entrar numa vibe de se deixar levar pela forma, pela cor, pelo diálogo, pela trama, e se deixar levar pelo êxtase de uma sensação toda misturada... é realmente sair dali e falar "caralho..."

É a sensação que se tem quando se sai de Volver. É a volta para se eximir da culpa, é a culpa que vêm de algo que foi a única coisa que se podia fazer (matar aos homens que as traíram), e o abraçar a culpa e fazer disso um exercício de vida, é se abrir para perdoar mesmo num mundo sobrenatural e histriônico... É desmistificar a culpa - porra, todo mundo fez algo que te gerou culpa, não importa já se é certo ou se é errado, na hora se fez o que se tinha que se fazer, e o que se precisa fazer pra se redimir e pra poder seguir vivendo algo diferente de um pesadelo de mediocridade é voltar - voltar, voltar e arcar, voltar e bancar. Voltar é foda. Eu fujo pra cacete. Por isso talvez essa onda toda do voltar tenha me pego de jeito...

E tudo isso sem perder o toque do Almodóvar para as cores (tudo o que tem que ser vermelho e amarelo o é, tudo o que tem que ser azul e preto o é), o passo do tempo (tudo o que tem que ser rápido e em movimento e divertido o é, tudo o que tem que ser lento com câmera parada e dando o tempo pra se sentir o chinelo da Carmen Maura se arrastando no chão o é)...

E pra quem viu e não prestou atenção na música que a Penélope Cruz canta, PQP, o cara meteu Gardel no meio, um dos tangos mais lindos que tem no mundo.. Volver... (Retornar)

yo adivino el parpadeo (eu adivinho que o piscar)
de las luces que a lo lejos (das luzes que à distância)
van marcando mi retorno (vão marcando meu retorno)
son las mismas que alumbraron (são as mesmas que iluminaram)
con sus pálidos reflejos (com seus pálidos reflexos)
hondas horas de dolor (horas profundas de dor)

y aunque no quise el regreso (e ainda que eu não tenha querido voltar)
siempre se vuelve al primer amor (sempre se volta ao primeiro amor)
la vieja calle donde el eco dijo (à velha rua onde o eco disse)
tuya es su vida, tuyo es su querer, (essa é a sua vida, esse é o seu querer)
bajo el burlón mirar de las estrellas (sob o olhar sarcástico das estrelas)
que con indiferencia (que com indiferença)
hoy me ven volver (hoje me vêem voltar)

Volver... (Retornar...)
con la frente marchita (com a testa franzida)
las nieves del tiempo (as neves do tempo)
platearon mi sien (esbranqueceram minhas têmporas)

Sentir... (Sentir...)
que es un soplo la vida (que é um sopro da vida)
que veinte años no es nada (que vinte anos não são nada)
que febril la mirada (que o olhar febril)
errante en la sombra (insistente pelas sombras)
te busca y te nombra (te busca e chama teu nome)

Vivir... (Viver...)
con el alma aferrada (com a alma ancorada)
a un dulce recuerdo (a uma doce lembrança)
que lloro otra vez (que eu choro outra vez)

Tengo miedo del encuentro (tenho medo do encontro)
con el pasado que vuelve (com o passado que retorna)
a enfrentarse con mi vida... (a se enfrentar com a minha vida)
Tengo miedo de las noches (tenho medo das noites)
que pobladas de recuerdos (que povoadas de lembranças)
encadenan mi soñar... (encarceram meu sonhar)

Pero el viajero que huye (mas o viajante que foge)
tarde o temprano detiene su andar... (tarde ou cedo pára de andar)
Y aunque el olvido, que todo destruye, (e ainda que o esquecimento, que tudo destrói)
haya matado mi vieja ilusion, (tenha matado meu velho sonho)
guardo escondida una esperanza humilde (guardo escondida uma esperança humilde)
que es toda la fortuna de mi corazon. (que é toda a fortuna do meu coração)


Cara, flipei. Flipei como não flipava tinha tempo...

:: Inocente 10:27 PM [+] ::
...

Fala que eu te escuto...


:: 11/13/2006 ::
It's my Second life...

Num daqueles momentos brainstorm total lá no trabalho, resolvemos entrar numa de trabalhar com realidade virtual. É uma parada ainda entre o louco e o filosófico, ou entre a baboseira e a freak total, e eu não vou falar muito porque ainda é meio confi, mas no final do dia, a idéia é criar um mundo virtual onde as pessoas possam criar comunidades. Uma parada além do Orkut, onde cada um ainda é cada um, embora possa mentir no perfil, botar fotos do outrém, e etc., mas com a diferença de que nesses mundos virtuais, você pode literalmente ser e FAZER o que você quiser, enquanto que no Orkut é tudo estático, e um dia, no tempo infinito, todos serão como o Brad Pitt e a Angelina Jolie, serão inteligentes, simpáticos, humildes, e querem um mundo muito melhor. E você não faz nada, as pessoas "fazem" em você - te deixam comentários, te elegem, te convidam. Um porre. Virou exatamente o que estava fadado a virar - um limbo de nada.

Aí resolvi fazer um estudo de campo pra saber que raio de mundo virtual é esse. Eu já tinha lido algumas paradas paralelas sobre Matrix e o lado filosófico dessas discussões todas, e sempre me recusei a acreditar que Matrix é pura e simplesmente o mito da Caverna. Tudo cabe certinho demais pra ser o Mito da Caverna, e na verdade eu acho o mito da Caverna quase tão chato quanto a coisificação da coisa do Heidegger. Com o mérito da coisificação da coisa já ter quase me levado à loucura. Um dia desses ainda coloco aqui pra vocês verem um texto do Parmênides também que é de querer sair pra comer um milho... E o pior é que eu AMO esta m*...

Mas algo tinha a mais nas continuações de Matrix além dessa onda rasa de "ver o real, fugir da ilusão" e dessa coisa mítica de "a espera do Messias" (e olha que estou esperando o meu há quase 6.000 anos), algo ali sempre me deixou a fim. Tudo bem, tá bom, o primeiro é o "problema do real" sim, é o Mito da Caverna, já deu. Tudo muito high tech, mas os humanos são prisioneiros literalmente e em cavernas literalmente. As correntes são os prazeres - é o hábito que impede de ver a verdade, não precisa ser fisicamente. O Neo acostumando pra luz quando vai saindo pro mundo real, é tudo o caminho do filósofo. E as discussões do Neo com o Agente Smith são claramente a retórica do Aristóteles. Muito bem, ponto pros meninos, pré-socráticos 1 a zero.

Mas os outros dois Matrix são diferentes... o primeiro termina com o "filósofo" super herói, voa e tudo, e ameaça a Matriz com a "verdade". Beleza, fechou o "problema do real". E a gente entra, por dois filmes mais, em algo muito mais interessante: "o problema da liberdade". Enquanto no primeiro filme a luta para romper a "escuridão da caverna" é meio que de todo mundo pra ajudar ao "escolhido", ao "filósofo", no segundo a dúvida e as escolhas sobre o que fazer assombram todo mundo. Num mundo onde você pode escolher o que fazer, ou melhor ainda, dadas todas as escolhas que você pode fazer, supondo que nada te prende a nada - o que você escolheria? Num mundo com infinitas possibilidades, sem nenhuma necessidade de regra ou convenção social, emocional ou até mesmo "grupal", qual seria a primeira coisa que você faria?

E aí numa conversa com um pessoal da pós, sobre o quão filosófico seria esse papo todo, que juntei a fome com a vontade de comer, e resolvi entrar no Second Life... Já tinha ouvido dizer muito de orelhada, e ainda saiu uma reportagem na Folha sobre o second life. É um mundo onde você cria teu personagem, e depois de pronto - te vira negão. Você cai num "mundo" com mais um milhão de outras pessoas do mundo (tem sempre umas 7, 10 mil online) e começa a interagir. Você pode interagir conversando, pode interagir explorando o lugar e "comprando" coisas (até cabelo tem que comprar, você vem reco, reco...), construindo coisas (tem gente que ganha dinheiro de verdade construindo coisas aí e vendendo a dinheiros "linden", que é o dinheiro dali, e que dá pra "sacar" via PayPal pra quem é dos EUA...

Não é um jogo, embora tenha gente que chame de MMORPG (massive, multiplayer online role playing game), porque não tem um "objetivo". Tem uns jogos assim, tipo Final Fantasy, que você entra, cria um "personagem" e sai pra conquistar o mundo, queimar o anel no vulcão, buscar pó de suvaco de fada, sei lá, mas aqui não. Você simplesmente entra num mundo e pronto. Se quiser ficar sentado num banquinho, fica. Nem morre de fome, que nem você morreria nos SIMMs. Você simplesmente É. E como nós temos esse problema de não saber o que FAZER quando simplesmente SOMOS, o grande quê do jogo fica aí - a grande pergunta que fica no ar é... E AGORA O QUÊ?

Acho que ainda vou fazer uns posts mais sérios sobre isso aqui... mas estou nessa segunda vida há uma semana, e até agora só me aconteceu desgraça...

  • Já entrei no prejuízo. Descobri que minha conexão banda larga de 512K era insuficiente. Cada vez que eu me teleportava (nunca imaginei que eu fosse falar essa frase assim tão blasé - "cada vez que eu me teleporto..."), o mundo entrava em caos, eu ficava cinza, as paredes sumiam, o chão aparecia no teto, etc. Tudo o que acontece é download na hora. Aí tive que pedir um upgrade pra 2 mega na conexão... e ainda descobri que "senhor, seu plano de 512 não existe mais, se o senhor mudar de idéia, não vai poder voltar atrás"... deu vontade de falar "filha, logo eu não vou nem poder mudar de idéia, concorda?", mas achei melhor não abusar. Enfim, já comecei minha segunda vida com minha segunda conexão de banda larga.

  • Levei mais tempo pra montar meu personagem do que o Pitanguy pra consertar o Frankenstein. Existem simplesmente 25 parâmetros para você mexer no seu rosto, isso sem contar pelos, nariz ou queixo. É tudo ângulo disso, ângulo daquilo, etc. Uma insanidade. O cabelo então é coisa de PhD. Cansei e meti um cabelo qualquer, depois alguém me ensinaria... doce ilusão, já já falarei sobre a saga do "Flexi Hair"

  • Roupa até que foi fácil. Botei uma camiseta, e pra dar uma viajada meti um template de um tijolo que eu tinha no PowerPoint, até que ficou legal, parecendo uma que tenho meio marrom com a barra vermelha. É tu merma, filha.

  • Fiz minha aparência, fui parar numa ilha chamada "Orientation Course". Basicamente, é um Colibri pra quem acabou de nascer. Tem gente com roupa pela metade, com proporções dignas das Sete Faces do Dr. Lao, um show dos horrores. E você ali aprende a andar, a pegar as coisas, a rodar o cursor.. aí você junta gente que não sabe andar pra frente, nem pra trás, nem fazer piuí, e ainda por cima com conexão de banda larga insuficiente. É uma loucura. Parece aquelas bacias de camelô que tem aqueles homens-rã a pilha nadando e dando cabeçadas frenéticas na borda e um no outro. Uma insanidade. Me juntei com uma francesa e um finlandês pra conseguirmos colocar uma bola em cima de uma mesa. E no meio da atividade, fui dar um Control não sei o quê, fiquei sem braços e virei um esquilo! Coisa muito doida... Eu me lembro de ter visto um elefante cor de rosa no show do Daft Punk, mas nunca tinha virado um esquilo antes.

  • A pessoa que você vira voa. Voa e não pousa sempre, aí depende muito da lua, do teu ascendente, uma coisa muito zen. De vez em quando pousa. Das outras vezes, tem que butar o computador mesmo.

  • Pousei, fui pra uma pracinha, conheci um monte de gente batendo cabeça na parede, dançando sem conseguir parar, enfim, uma coisa deprimente. Aí fiz uma amiga de Curitiba que me ensinou a comprar o tal cabelo flexível, que quando você anda ele balança. Sim, porque se você puder montar seu ser, coloca um corpo perfeito, uma roupa da moda e um cabelo L'Oreal. Fui comprar o tal Flexi Hair com um dinheiro que meu personagem veio junto, e comprei um cabelo meio azul de mangá japonês que eu acho a coisa mais sebenta do mundo, e que sempre que eu me teletransporto (de novo essa frase...) ele desaparece, e eu me sinto o Moby ou então o Último Imperador.

  • Passei dois dias sem falar com minha amiga Curitibana. Ela resolveu virar puta pra ganhar dinheiro e comprar um carro. Aí você vê que a gente sempre faz a vida do jeito que a vida é. Tô pensando em me juntar a ela no puteiro. Afinal de contas, quero um cabelo novo...

    Semana que vem vou ver o que posso fazer de sério aqui dentro. Mas por enquanto, tô meio que achando um porre. O assunto do "problema da liberdade" é fantástico, existencialismo é papo pra muita cerveja. Se você tiver liberdade suprema, o que você faria com ela? Como viveria sua vida? Até que ponto existem coisas que a gente vai reproduzir, boas ou más, num mundo novo, mesmo que a gente possa criá-lo? O Arquiteto, do Matrix, falava isso... Aldous Huxley, no Admirável Mundo Novo, falava algo parecido... mas ainda acho que prefiro conversar sobre isso tomando uma cerveja do que dando cabeçada na parede, tendo que procurar meu cabelo cada vez que me teletransporto, ou então virando um esquilo cada vez que vejo que horas são...

    :: Inocente 11:58 PM [+] ::
    ...

  • Fala que eu te escuto...


    Sabedoria chinesa na caixinha

    De pouco em pouco, a vida volta a sorrir para mim...
    O amor volta iluminar meu coração... o álcool voltou a inundar meu fígado... tudo na santa paz. E para provar que o acaso não existe, tão lendo Kardek lá no China in Box. Pedi jantar hoje ali, e veio um biscoitinho da sorte, com dois bilhetinhos.

    "Você, que sempre abriu o coração, pode estar muito perto de ganhar um coração aberto".

    Love is in the air...

    ... e booze is in the heart, veja só o segundo: "A virtude sobe a ladeira, o vício desce".

    Tudo é força, mas só o rolinho primavera é poder, meu camarada... ontem mesmo, na volta do Mineiro, fui manobrar o carro em Santa Teresa e quase fui vitimado por um bondinho, que freou a um milímetro do meu carro e eu fiquei sem ação. O bondinho também desce a ladeira...

    Bom demais...

    :: Inocente 10:42 PM [+] ::
    ...

    Fala que eu te escuto...


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